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Sete dicas para economizar nas despesas do condomínio

06/04/2018 Sindicon Gestão

Crédito: Reprodução

Muitos condomínios, mesmo não enfrentando altas taxas de inadimplência, sofrem com falta de dinheiro em caixa. Os síndicos se esforçam para dar conta de todos os compromissos financeiros, mas acabam tendo que aumentar frequentemente a taxa mensal. Mas, por que isso acontece? É claro que com crise e alto custo de vida, a tendência é que os gastos subam, mas é possível controlar as despesas e ter um orçamento mais racional. O Sindicon traz algumas dicas para que o gestor condominial saiba quais gastos são desnecessários e evite que o dinheiro suma.

1 – Desconto para inadimplentes: Com a alta no desemprego, muita gente encontra dificuldade em pagar o condomínio. Mas, grande parte dos débitos não esta relacionada à falta de renda. Algumas pessoas se esquecem de pagar; outras preferem dar prioridade a outras despesas, como cartão de crédito ou financiamentos, que têm juros mais elevados e assim, se o salário não for suficiente, preferem atrasar a taxa de condomínio, que tem juros mais baixos. Por isso, o síndico deve saber diferenciar as situações para não dar desconto a devedores contumazes. Essa prática incentiva a inadimplência e penaliza os outros que pagam em dia.

2 – Descontrole de despesas: Gastos com telefone, transporte, Xerox ou impressão de comunicados e boletos bancários não são levados para a aprovação da Assembleia e acabam correndo por determinação do síndico. É justo que o condomínio arque com algumas dessas despesas, se forem feitas no trabalho de gestão. Acontece que muita gente abusa e acaba incluindo pequenos gastos pessoais nessas contas, onerando o prédio. Assim, se você é síndico e realiza muitos trabalhos por conta própria, tenha clareza dos gastos reais e separe corretamente o que foi despendido para o condomínio e o que é despesa pessoal.

3 – Festas em datas comemorativas: O Sindicon apóia e estimula a realização de confraternizações em condomínios. As festas são ótimos momentos para que os condôminos se conheçam e fortaleçam os laços da boa convivência e da amizade. Porém, esse gasto deve ser feito com rateio específico e não com o dinheiro da conta corrente do prédio ou de fundo de reserva ou fundo de obras. Caso contrário, em uma emergência, não vai haver recursos para sanar problemas, como um dano estrutural, por exemplo.

4 – Utilizar prestadores de serviço sem comparar orçamentos: A contratação de profissionais ou empresas para trabalharem dentro do condomínio precisa ser feita com segurança, afinal são pessoas estranhas dentro do prédio. Porém, obras, reparos ou limpezas especializadas, são normalmente serviços caros e o síndico deve fazer diferentes orçamentos para atestar qual o melhor custo-benefício. Assim, é desaconselhável a contratação de amigos ou parentes para as tarefas, ainda que sejam bons de serviço. O ideal é buscar referências e apresentar todos os detalhes para que os moradores, em Assembleia, votem pelo melhor orçamento.

5 – Desperdício e falta de controle sobre compras de produtos de limpeza: A limpeza fica a cargo dos funcionários e também por isso, é normal que eles informem ao síndico sobre os produtos que precisam ser comprados e a quantidade. No entanto, o síndico deve conferir com os empregados as reais necessidades e aconselhar uso mais econômico, se constatar que esta havendo desperdício. Na hora das compras, faça uma pesquisa de preços e opte pelo supermercado ou distribuidora mais baratos.

6 – Desperdício água: A dica anterior também vale para o uso da água. Oriente faxineiras, jardineiros e zeladores a não gastar mais do que o necessário para a limpeza. Evite, sempre que possível, o uso de mangueiras e não deixe torneiras pingando. Também peça aos condôminos que periodicamente verifiquem se há vazamentos nas unidades. A conta de água é normalmente, a mais cara do condomínio. Por isso, é preciso racionar o uso. O bolso e o meio ambiente agradecem!

7 – Falta de fiscalização dos pagamentos dos funcionários: Quem utiliza serviço de conservadoras e/ou administradoras deve ficar de olho na contabilidade da folha de pagamento. Se os empregados do condomínio não estiverem recebendo os direitos trabalhistas em dia, cobre das empresas o cumprimento imediato dos compromissos; caso contrário, em caso de reclamação na Justiça, o condomínio pode ser obrigado a arcar com esses custos. Veja as modificações trazidas pela Reforma Trabalhista e pela lei da terceirização e não deixe de conferir todos os meses a prestação de contas das empresas.

Com essas dicas, os síndicos podem economizar e evitar aumentos desnecessários da taxa condominial.

 

 

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